Divagando: O mercado literário no Brasil - Viaje na Leitura

29/07/2012

Divagando: O mercado literário no Brasil

 Olá viajantes,

Hoje vocês leem aqui neste post, não uma resenha, mas um artigo de opinião, então vale ressaltar que é a minha simples opinião e não interfere em determinada obra ou editora. O assunto que escolhi hoje é o mercado literário no Brasil. Nós blogueiros e leitores somos parte desse mercado, pois temos nossas escolhas de títulos e obras e fazemos parte do que se diz "literatura". Sem omitir gostos ou gêneros, o mercado literário no Brasil cresceu pouco no último ano, se houve mais impressões ou mais publicações não foi notório. Existem mais de 500 editoras registradas e ativas no país e esse número cresce constantemente, pois algumas se mantém no mercado, outras são desativadas e algumas entram com grande força na sorte ou na conquista de um título de sucesso editorial. Em 2011 o crescimento foi maior comparado à 2010, mas as perspectivas para este ano se concentram na 22ª Bienal de São Paulo que ocorrerá dos dias 09 à 19 de agosto.

Segundo a CBL, houve declíneo de preços de 2004 até a presente data de 44,9% no preço médio dos livros, ou seja, se os preços diminuiram as vendas não deveriam ter aumentado?
Estamos certo que, para muitos, os livros não são necessidade e prioridade nas contas mensais (nós bookaholics somos minoria, acredite) e a maioria compra por necessidade, seja livro didático, universitário ou mesmo religioso (já foi um dos gêneros mais vendidos) e isso acaba afetando a economia no geral.

Faltam livrarias em muitos munícipios brasileiros (na minha cidade não têm), faltam incentivos de muitas escolas públicas e privadas em induzir o hábito da leitura em seus alunos, faltam estratégias de venda em um país onde se lê pouco, falta empenho dos pais em incentivar este hábito dentro de seus lares. Se um filho pede qualquer brinquedo ou guloseima os pais compram, se pedem livros, muitos não compreendem e não apoiam a postura de seu filho, é inacreditável.

Um blog de livros escrever sobre livros não é apenas incentivar leitores no país, é escrever como um hobby e falar do que ama de paixão. Ficamos felizes quando vemos crescimento nas vendas de livros no país, significa que crescem os leitores. Apesar da disputa editorial estar cada vez mais acirrada, também estamos mais seletivos. Escolhemos determinado título pela capa, pelas cores da contra-capa, escolhemos pela sinopse, escolhemos pela estratégia de marketing que determinada editora usa para alavancar as vendas, estamos cada vez mais seletivos e então, é natural que as disputas entre editoras cresçam ainda mais, alcançamos perspectivas maiores em relação aos livros e esperamos cada vez mais das editoras. Esperamos literatura de qualidade, revisões impecáveis, diagramação e livro final exemplar. O mercado cresce, amplia-se as escolhas e fica no critério do leitor, escolher seu livro e adquiri-lo. Se não gostamos do livro após a leitura, nós trocamos, e assim inicia-se um ciclo natural de nossos hábitos de leitura, mas um ciclo desconhecido e não adquirido por muitos brasileiros. Acredito que o mercado literário deva crescer ainda mais nos próximos anos (gostamos e apreciamos e-books) mas não existe nada melhor que segurar um livro nas mãos. A Amazon chega no Brasil com estilo e nossa perspectiva é que, ela venha complementar a oferta de títulos. Tecnologias, livros digitais e novas sugestões do mercado crescem e também cresce ainda mais, nossas escolhas.

Não existe quem não gosta de ler, existem sim, pessoas que ainda não tiveram a riquíssima oportunidade de ler um título excelente, que cative seu gosto e faça amar determinado gênero literário. Em suma, as editoras devem focar nos não-leitores também, tentar entendê-los e disseminar o hábito da leitura, as editoras devem à todo custo, nos manter como leitores fiéis de suas publicações. Como? Isso não cabe a mim falar...

Romance, ficção, não-ficção, autoajuda, aventura, Ya, Chick-lits, drama, ação, graphic novels, animes ou mangás. As opções são muitas, escolha a sua e tenha uma ótima leitura!

P.S. A Bienal será no Pavilhão de Exposições do Anhembi, na Av. Olavo Fontoura, Nº 1.209, Zona norte da capital paulista. O horário de visitação será das 10h às 22h entre os dias 9 e 18 de agosto. No dia 19 de agosto, a feira vai funcionar das 10h às 20h, com entrada até as 18h. Os ingressos custam R$12 a inteira e R$ 6 a meia entrada. Professores, profissionais da cadeia produtiva do livro, bibliotecários, estudantes inscritos pelo sistema de visitação escolar programada, maiores de 60 anos e crianças até 12 anos têm entrada livre. Alguns Blogueiros conseguiram credenciais e também tem acesso livre à exposição (bem que podiamos ter vale-livro infinito também hein?).


5 comentários

  1. Adorei seu texto, não entendo como o preço dos livros caiu mas o numero de vendas não corresponde! É claro que o leitor está muito mais exigente, porém uma coisa é de suma importancia: boa tradução e revisão dos textos, de que adianta grande numero de editoras se elas ainda erram na quisito principal, para depois ver sua capa, sua diagramação, seu programa de markting, etc.
    E quando ao incentivo aos não leitores, penso que encontrar seu genero favorito, seria o ideial para o acrescimo no numero de brasileiros leitores, como a presença de boas livrarias em todos os municipios, mas quando digo boa, digo uma que ofereça bons preços aos seus clientes! Não adianta abrir uma loja, expor os livros, mais com preços tão altos que as pessoas tem até medo de entrar!
    O mercado editorial tem muito o que aprender e crescer! Mas quem sabe um dia chegamos lá!
    Parabéns pelo texto, gostei muito mesmo!
    Beijos :*

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  2. Bom dia Thais, tudo bem?
    Eu realmente vejo uma falta de incentivo a leitura de uma forma em geral... quem gosta de ler e tem contato com os blogs literários, blog das editoras e etc é uma minoria. Eu vejo por exemplo as bibliotecas municipais aqui da cidade. Temos uma pequeninha aqui na praia e uma maior no centro da cidade. Não tenho nada contra os clássicos, por favor não me entenda mal, mas dificilmente você encontra um livro atual por lá e muitos jovens não frequentam os locais. Elas ainda funcionam a base das doações e muitas pessoas entendem isso como "um local para despejar livros desinteressantes" o que aumenta o acervo mas não o número de leitores...
    E nós leitores, sim estamos mais exigentes... Mas eu também acho que tem a ver com o fato do livro ser considerado um item caro de uma forma geral... você não vai pagar 20, 30 reais em um livro não atrativo, a não ser que seja de um autor que você conheça e queira muito.
    Adorei o texto.
    Beijos

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  3. Oi thaís! Muitobom seu texto! Na minha cidade tb não tem livraria. Então tenho q correr para a internet para comprar. E, realmente tá difícil incentivar os estudantes a lerem. Eu sou professora, e sempre levo meus livros pra sala de aula pra ver se os alunos se empolgam pela capa, tmanho, etc. Mas alguns ainda falam assim: "a senhora é corajosa professora,em ler um livro assim, eu não leio." Afff!!!!Chega fico triste na hora, mas tento convencê-los, alguns ainda vão na biblioteca do colégio e pegam algo pra ler, isso me deixa mais alegre...

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  4. Gizeli Regina Meister1 de agosto de 2012 14:05

    Concordo com vc Thais, na minha cidade tbém não tem livraria.
    Tenho que recorrer aos sites mas sim mesmo é complicado pq a internet aqui e péssima. Tenho uma filha de três anos e ela já tem a sua biblioteca.
    Na minha opinião todos os pais deveriam fazer isso.

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