"A leitura é a passagem, nossa imaginação a viagem!"

[Resenha] Tudo Por Nós Dois - Trilogia Bad Boys - Livro 03 - M. Leighton




Sinopse - Neste último volume, a rica e arrogante Marissa Towsend enfrenta um grande trauma. Após ser confundida com sua doce prima Olivia, ela acaba sendo sequestrada pelos mafiosos envolvidos pela tragédia dos Davenports. Ao ser resgatada, Marissa descobre que deve sua vida ao misterioso Nash, e ela não consegue afastá-lo do pensamento. Disposta a ajudá-lo a livrar o pai da pena por um crime que não cometeu, ela fará tudo o que estiver a seu alcance, inclusive mergulhar em um mundo de paixão, desejo e segredos, onde nada é o que parece e ao qual ela pode não sobreviver.


Minha opinião - Para aqueles que acompanharam a trilogia, perceberam que Marissa era a prima arrogante da Olivia, que não perdia uma chance de deixar claro que se achava melhor do que todo mundo. Acontece que ao ser sequestrada por engano (o alvo na verdade era Olivia), Marissa tem um choque de realidade e começa a avaliar a futilidade extrema com que conduzia a sua vida.
"Tudo por nós dois" fala sobre redenção e recomeços. Marissa quer encontrar o seu novo caminho e Nash, que teve que se fingir de morto por tantos anos, quer esquecer algumas de suas ações do passado.
O livro é narrado em primeira pessoa e os capítulos alternam entre Nash e Marissa, permitindo que o leitor compreenda melhor os acontecimentos e os sentimentos dos protagonistas.
Marissa é jovem, bonita, rica... considerada uma mimada filhinha de papai, o que é verdade até certo ponto. Conseguimos entender melhor o seu comportamento (não que ele seja justificado) ao entender a interação de Marissa com o pai. Não existe ternura, nem uma amostra de sentimentos calorosos por parte do pai dela. Marissa foi criada para desempenhar uma função e propagar o nome da família. Ela só é reconhecida pela família quando faz o que eles querem, qualquer indício de independência ou de sonhos próprios é vetado de maneira abrupta. O que vale para o patriarca da família Towsend são as aparências.
Nash presenciou a morte da mãe. Seu pai fez com que ele cortasse relações com Cash e com todos que conhecia. Ele cresceu com criminosos e realizou coisas que não tem orgulho. Aprendeu a não se relacionar com ninguém. Ter sentimentos ou laços afetivos pode colocar alguém em perigo. Mesmo assim, Nash tem "necessidades" e Marissa é uma mulher linda que está atraída por esse bad boy. Então Nash tem a obrigação de aproveitar o momento não é?

"Sorrio de modo afetado diante da sua tentativa de declarar, de forma tão delicada, que eu era contrabandista de armas. É extremamente irônico o fato de que o mais careta de nós, o mais provável para ter sucesso no mundo corporativo, acabou se transformando num criminoso. Até hoje, isso deixa um gosto amargo na minha boca". (p. 53)

A interação entre os dois é altamente explosiva. Existe certa atração física mais forte nesse livro, não tão romanceada quanto os demais livros, deixando o relacionamento desses protagonistas um pouco mais primitivo.
É claro que o desfecho sobre a tragédia que abalou a vida dos Davenports ganha destaque e tem um encerramento perfeito. Mas também temos algumas conclusões sobre os personagens em si, como o relacionamento de Cash e Olivia.
Um dos pontos positivos do livro, além de não deixar pontas soltas no enredo é que a autora trouxe de volta alguns personagens que dão uma maior leveza e humor, como Gavin e a Ginger, que mostra para Marissa sua visão engraçada sobre os homens e como lidar com eles. 
O último livro da trilogia traz humor, romance, cenas hots, drama e deixa claro que nunca é tarde para os recomeços. 
Em relação à revisão, diagramação e layout a editora realizou um ótimo trabalho. A capa combina com as capas dos livros anteriores.

"Sejam quais forem as suas razões, o efeito ainda é o mesmo. Aliás, só de pensar que ele pode precisar de mim tanto quanto sinto que preciso dele apenas intensifica essa sensação. Imediatamente, minha mente se acalma e o pânico alivia. Este é o momento em que me dou conta de que sim, ele é encrenca. E que não, isso não vai me afastar dele. Nada vai fazer isso. E eu não sei por quê". (p. 13)

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"Odalisca.com: Dançando com o Diabo em uma Noite de Lua Cheia" - Yuri Belov Borisovych




Sinopse - "Ela era jovem, meiga, linda, culta, estudiosa, boa filha, pertencente a uma rica família, enfim, acima de qualquer suspeita. No entanto, vivia solitária, o que levava amigos, parentes e conhecidos a questionar a razão daquela solidão, pois qualidades e atributos não lhe faltavam, e pretendentes também não. Contudo, a realidade dos fatos era outra, ela nunca estava sozinha. Sobre ela pairava uma penumbra de mistério, na verdade, ela levava uma vida dupla. Seu lado obscuro a fazia procurar por amores proibidos, paixões violentas, regadas sempre a muito sexo, luxúria e participação em rituais de magia e missas negras. Seus amantes, em geral, eram encontrados em salas de chat na internet, onde ela se apresentava com o “nick” de “ODALISCA”, pois era exímia dançarina do ventre. Sentia-se atraída por homens maduros.  Um alto executivo, que trabalhava em uma das empresas de sua família, caí em suas teias, a princípio sem saber de quem realmente se tratava. Acusado de ser um golpista e tentar alcançar um alto posto usando-a como trampolim, sua carreira desmorona o levando à ruína; sua reputação é atirada na lama. As circunstâncias o fazem refugiar-se em uma plataforma de petróleo, em posição subalterna. Sua chance de reabilitação profissional e recuperação da honra perdida se daria tempos depois, sob condições totalmente adversas, em um campo de petróleo, nas selvas peruanas, onde o destino se encarregaria de fazer um acerto de contas com o passado".

 A história começa apresentando Siegfried e seu amigo Carlos José, o Cazé, amigos de longa data, se encontrando no Rio de Janeiro e combinando de ir a um clube privé chamado Scheherezade. Lá, Sig se espanta ao se deparar com Lussin, uma das dançarinas, conhecida como princesa da noite e que mantêm o seu rosto oculto.
Ao se deparar com essa dançarina, o protagonista começa a relembrar o tormento que passou há alguns anos atrás.

Existem alguns aspectos que precisam ser observados: a sinopse é bem explicativa, conta praticamente toda a ideia da obra. 

Roxane é uma personagem unidimensional. Aparentemente ela é irresistível para todos os homens, e o leitor conhece quase que exclusivamente apenas a sua vida secreta. Ela desiste de suas aspirações, é facilmente manipulada pelas vontades da família e tem um "alter ego" (quase como uma personalidade alternativa).

O livro é extenso, temos a impressão de estar vivenciando as cenas, foram encontrados erros de revisão e edição, mas o autor já irá alterá-las.

Enfim, o livro está disponível na Amazon e Kobo.
Confira também o Book Trailer:


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[Resenha] "Fique Onde Está e Então Corra" - John Boyne



Sinopse - "Em meio às tragédias da Primeira Guerra Mundial, o amor é a única arma de um garoto para curar seu pai. Alfie Summerfield nunca se esqueceu de seu aniversário de cinco anos. Quase nenhum amigo dele pôde ir à festa, e os adultos pareciam preocupados — enquanto alguns tentavam se convencer de que tudo estaria resolvido antes do Natal, sua avó não parava de repetir que eles estavam todos perdidos. Alfie ainda não entendia direito o que estava acontecendo, mas a Primeira Guerra Mundial tinha acabado de começar. Seu pai logo se alistou para o combate, e depois de quatro longos anos Alfie já não recebia mais notícias de seu paradeiro. Até que um dia o garoto descobre uma pista indicando que talvez o pai estivesse mais perto do que ele imaginava. Determinado, Alfie mobilizará todas suas forças para trazê-lo de volta para casa". 



Minha opinião - "Fique onde está e então corra" é mais uma obra de John Boyne capaz de arrancar lágrimas dos leitores. Com uma capacidade inacreditável de nos emocionar, o livro é narrado em terceira pessoa e conta a história de Alfie Summerfield.
Alfie é um jovem que no dia 28 de julho de 1914 só quer saber de comemorar seu quinto aniversário, mas percebe que existe uma certa "tensão", apesar dos adultos tentarem agir de maneira natural.
A família de Alfie é composta por seus pais Georgie e Margie e a vovó Summerfield, mas alguns vizinhos, como o velho Bill Hemperton e sua melhor amiga Kalena Janácek estão sempre presentes em sua vida.
A vida da família Summerfield começa a mudar quando Georgie se alista como voluntário e mãe e filho precisam aprender a lidar com a nova realidade. Enquanto todos continuam dizendo que a guerra logo irá acabar, Alfie percebe que não é bem assim e quatro anos acabam se passando. 
Sendo agora o homem da casa com 09 anos de idade, ele vai à estação de trem para trabalhar como engraxate, enquanto a mãe se desdobra como lavadeira, costureira e enfermeira para conseguir colocar comida à mesa.
O extraordinário dessa obra é a capacidade do autor em transmitir o ponto de vista de uma criança em um assunto tão complexo. 
Alfie é muito perspicaz e sua capacidade de compreensão faz com que ele perca a "inocência" que uma criança normal de sua idade ainda teria. Ele começa a avaliar como vizinhos que eram tão próximos, como os Janácek, foram rotulados de "espiões" e mandados embora, como sua amiga Kalena tem aspirações pessoais diferentes das mulheres de sua época e como as pessoas julgam precipitadamente os outros, principalmente quando estão sofrendo suas perdas.
Cada personagem na obra tem o seu propósito. O melhor amigo de seu pai, Joe Patience, que antes era considerado um pensador ou alguém com ideais, após se recusar a lutar e ser torturado, é visto como um pária, inclusive pela vovó Summerfield.
Os clientes regulares que Alfie atende na estação: soldados feridos, pessoas que perderam entes queridos, médicos, políticos, cada um trazendo uma perspectiva diferente desse cenário assustador.
E é claro, que a busca de Alfie pelo pai, demonstrando a melhor razão do mundo para não se desistir de alguém. Georgie representa os soldados que perderam a sua sanidade. Através de suas cartas é possível observar o quanto essa guerra é prejudicial. A cada carta lida, existe uma palpável sensação de desespero por parte do Georgie.

"Nada mais teria importância no mundo de hoje. Fique onde está e então corra - é o que ele fica repetindo e repetindo. Fique onde está e então corra. Não faz sentido". (p.92)

A trama é linda e muito bem desenvolvida. Os personagens são cativantes, carismáticos e transmitem suas dores e temores ao leitor. A escrita de John Boyne é apaixonante. Ele consegue trazer uma sensibilidade e delicadeza, abordando um tema complexo sob diversas perspectivas, através de personagem altamente humanizados.

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Domingo Premiado #137

Olá leitores!
Hoje tem domingo premiado \o/


Resultado Harlequin Special







O(s) ganhador(es) devem entrar em contato pelo e-mail (thais@viajenaleitura.com.br) em no máximo 3 (três) dias. O que não entrar em contato nesse período terá sua participação cancelada e o resultado invalidado.
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[Resenha]: "Cartas de Amor Aos Mortos" - Ava Dellaira






Sinopse - "Tudo começa com uma tarefa para a escola: escrever uma carta para alguém que já morreu. Logo o caderno de Laurel está repleto de mensagens para Kurt Cobain, Janis Joplin, Amy Winehouse, Heath Ledger, Judy Garland, Elizabeth Bishop… apesar de ela jamais entregá-las à professora. Nessas cartas, ela analisa a história de cada uma dessas personalidades e tenta desvendar os mistérios que envolvem suas mortes. Ao mesmo tempo, conta sobre sua própria vida, como as amizades no novo colégio e seu primeiro amor: um garoto misterioso chamado Sky. Mas Laurel não pode escapar de seu passado. Só quando ela escrever a verdade sobre o que se passou com ela e com a irmã é que poderá aceitar o que aconteceu e perdoar May e a si mesma. E só quando enxergar a irmã como realmente era — encantadora e incrível, mas imperfeita como qualquer um — é que poderá seguir em frente e descobrir seu próprio caminho".

Minha opinião - "Carta de amor aos mortos" conta a história de Laurel, uma adolescente que perdeu a sua irmã May de uma maneira misteriosa. A única pessoa que presenciou o que aconteceu foi Laurel e ela nunca disse o que aconteceu, nem mesmo para seus pais. 

Sentindo-se perdida, não apenas pela ausência de May, mas também pela confusão que é a sua vida familiar, a protagonista encontra em uma tarefa escolar uma maneira de desabafar sobre todos os acontecimentos de sua vida.

O livro é disposto inteiramente em cartas para celebridades que já faleceram. Enquanto Laurel discorre sobre a história da vida de cada um deles: Kurt Cobain, Judy Garland, Elizabeth Bishop, River Phoenix, Amelia Earhart, Amy Winehouse, Janis Joplin, Allan Lane, Jim Morrison, John Keats, Heath Leadger, ela começa a contar um pouco sobre a própria história.

A construção da personagem é impecável. Laurel é uma adolescente que tem nas suas lembranças uma irmã que era uma garota popular, feliz e amorosa com a sua irmã mais nova. May inventava histórias sobre fadas, contava "segredos" e dividia o seu gosto musical com Laurel. À primeira vista, é uma relação perfeita e muito bonita de se observar. Mas são as frestas que encontramos nesse quadro tão ilírico que faz com que o leitor perceba que a vida não era tão bonita assim.

Atualmente Laurel divide-se morando na casa da sua tia Amy e estuda no colégio do bairro, West Mesa e na casa de seu pai. Sua mãe é ausente, antes mesmo da filha mais velha falecer os pais já estavam separados e a mãe foi morar em um rancho na Califórnia.

A interação familiar é complicada: sua tia é extremamente religiosa e seu pai está desconectado do mundo, um borrão do homem que foi um dia. A nova escola é a saída de Laurel, que quer evitar a todo custo os olhares de "pena" dos alunos da escola antiga. Ela precisa de um recomeço.

Mas como ter um recomeço se o passado não foi resolvido?

Em West Mesa ela conhece alguns alunos: Natalie, Hannah, Tristan e Kristen. Mesmo que inconscientemente, a escolha desses novos amigos é perfeita. Eles se complementam... Cada um deles tem problemas familiares, pessoais e amorosos que farão com que Laurel perceba que ser imperfeito é a regra. 

"Nirvana" significa liberdade. Liberdade do sofrimento. Acho que algumas pessoas diriam que a morte é exatamente isso. Então, parabéns por estar livre, acho. O resto de nós ainda está aqui, agarrado aos cacos". (p. 197)
E é claro, não podemos esquecer o misterioso Sky, o rapaz que tem o poder de mudar toda a vida da protagonista novamente.

"- Sabe por que se apaixonar é o que pode acontecer de mais profundo com uma pessoa? Porque quando estamos apaixonados, estamos totalmente em perigo e completamente salvos, os dois ao mesmo tempo". (p. 158)

"Cartas de amor aos mortos" não é apenas um livro sobre lidar com a perda daqueles que amamos. É uma história sobre como lidar com a perda de nós mesmos, de enfrentar o mundo quando algo terrível acontece e de não se calar diante das monstruosidades que vivemos. É um livro que fala sobre como podemos sorrir após sofrer, sobre encontrar motivos para continuar e dar a volta por cima, não importa o que aconteça.

A escrita da autora é cativante, sedutora e apaixonante. A maneira como a trama vai evoluindo, a sutiliza com que os segredos vão sendo desvendados. Tudo isso contribuiu para que o livro se tornasse perfeito. A história é simplesmente maravilhosa. O leitor irá sorrir, chorar, sofrer e sentir uma necessidade absurda de acalentar a protagonista. 

Em relação à revisão, diagramação e layout a editora realizou um trabalho excepcional. A capa está deslumbrante!

"Sei que escrevi cartas para pessoas sem-endereço neste mundo. Sei que vocês estão mortos. Mas posso ouvir vocês. Ouço todos vocês. Nós estivemos aqui. Nossa vida teve valor." (p. 324)
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  • Ao participar desta promoção, automaticamente você aceita nosso regulamento.
  • Este concurso é de caráter recreativo/cultural, conforme item II do artigo 3º da Lei 5.768 de 20/12/71 e dispensa autorização do Ministério da Fazenda e da Justiça, não está vinculada à compra e/ou aquisição de produtos e serviços e a participação é gratuita.


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Resenha: "A Lista de Brett" - Lori Nelson Spielman




Sinopse - "Brett Bohlinger parece ter tudo na vida — um ótimo emprego como executiva de publicidade, um namorado lindo e um loft moderno e espaçoso. Até que sua adorada mãe morre e deixa no testamento uma ordem: para receber sua parte na gorda herança, Brett precisa completar a lista de sonhos que escreveu quando era uma ingênua adolescente. Deprimida e de luto, Brett não consegue entender a decisão de sua mãe — seus desejos adolescentes não têm nada a ver com suas ambições de agora, aos trinta e quatro anos. Alguns itens da lista exigiriam que ela reinventasse sua vida inteira. Outros parecem mesmo impossíveis. Com relutância, Brett embarca numa jornada emocionante em busca de seus sonhos de adolescência. E vai descobrir que, às vezes, os melhores presentes da vida se encontram nos lugares mais inesperados".


Minha opinião - Como começar a falar de um livro que desde a primeira página foi capaz de despertar tantas emoções?

"A Lista de Brett" começa com a protagonista sofrendo a ausência da mãe recém-falecida. Elizabeth Bohlinger era uma mãe excepcional e ter perdido a batalha contra o câncer de ovário deixou sua filha de 34 anos, Brett, devastada. Brett foi o porto seguro de sua mãe. Acompanhou todo o tratamento, esteve presente em toda a etapa.

É nesse instante, logo no início do livro, que observamos o quanto a relação das duas é especial.

Elizabeth era uma mulher divorciada, profissionalmente bem sucedida (era presidente da Cosméticos Bohlinger, uma empresa milionária). Então, era de se esperar que durante a abertura do testamento, os bens fossem divididos igualmente entre os três irmãos (Brett; seu irmão Jay, 36 anos, casado com Shelly e pai de Trevor de 3 anos e Emma de 3 meses e seu outro irmão Joad arquiteto e casado com Catherine). E como nenhum dos dois irmãos nunca apresentaram interesse na empresa, a presidência seria de Brett, certo? Não.... Errado.

Brett fica sem herança! Isso mesmo!

Através do advogado, o Dr. Brad Midar, ela descobre que sua mãe tem outros planos para ela. Quando ela tinha 14 anos, Brett escreveu uma "Lista de Sonhos" e depois de um tempo acabou jogando fora. Sua mãe encontrou a lista e com o passar dos anos, foi riscando os itens realizados, mas percebeu que 10 itens, itens realmente importantes, nunca foram concluídos. E é essa a missão de Brett: ela tem 12 meses para realizar os 10 itens e receber a sua herança. O que começa como uma obrigação, acaba se tornando a experiência mais gratificante de toda a sua vida.

Alguns detalhes valem muito a pena serem mencionados: o primeiro de todos, são as cartinhas que ela recebe da mãe a cada tarefa concluída. São tão pessoais e tão certeiras que o leitor tem a impressão de que Elizabeth está na sala, conversando com a filha diretamente.

"- Não quero essas metas, mãe; eu mudei.
O sr. Midar lê
É claro que você mudou.
Arranco a carta da mão dele.
- Ela disse isso mesmo?
Ele aponta para a linha no papel.
- Bem aqui.
Sinto um arrepio nos braços.
- Que estranho. Continue". (p. 33)


Em seguida, o que falar dos personagens que vão surgindo na vida de Brett, a começar pelo próprio Brad? Foram tantos personagens carismáticos, fortes e determinados, cada um trazendo uma lição própria e adicionando tanto ao crescimento pessoal da protagonista. Como não entregar o coração para a jovem Sanquita Bell. Que história triste essa jovem de 18 anos possui.


"Que outras torturas essa garota terá que suportar? E onde está a mãe dela, droga?! Ela já sentiu alguma vez na vida o abraço afetuoso da mãe? Eu não quero nada além de pegá-la em meus braços para fazer com que ela se sinta aquecida, segura e amada. Então eu faço isso". (p. 294)


São tantas lições de vida que o livro apresenta ao leitor que não é possível analisá-las individualmente em uma resenha.

"A Lista de Brett" se tornou uma das minhas leituras favoritas do ano de 2014, pois contêm tudo que uma obra extraordinária necessita: uma história bem desenvolvida, personagens carismáticos e humanos (todos nós cometemos erros!), lições e é claro, coração. Um livro que fala sobre não nos conformarmos, não apenas na área profissional, mas também na pessoal. Ame muito e viva intensamente! Não deixe que ninguém te desvalorize e sempre pratique o bem.

A escrita da autora salta das folhas e vai parar direto no coração dos leitores.

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