"A leitura é a passagem, nossa imaginação a viagem!"

[Resenha] Manhã de Núpcias - Série Os Hathaways - Livro 4 - Lisa Kleypas




Minha opinião - "Quando herdou o título de lorde Ramsay, Leo Hathaway e sua família passavam por um dos momentos mais difíceis de sua vida. Mas agora as coisas vão bem. Três de suas quatro irmãs já estão casadas, uma preocupação que Leo nunca teve consigo mesmo. Solteiro inveterado, ele tem uma certeza na vida: nunca se casará. Mas então a família recebe uma carta que pode pôr tudo isso em risco: se Leo não arrumar uma esposa e gerar um herdeiro dentro de um ano, ele perderá o título e a propriedade onde todos vivem. Solteira e sem pretendentes, a governanta Catherine Marks talvez seja a única salvação da família que a acolheu com tanto carinho. O único problema é que Leo não compartilha do mesmo afeto que suas irmãs têm pela moça. Para ele, Catherine é uma megerazinha cheia de opinião que fala demais. Apesar de irritá-lo e quase o levar à loucura, ela é a primeira – e única – mulher com quem ele considera se casar. Catherine, por sua vez, tem uma opinião igualmente negativa a respeito do patrão. Além disso, ela esconde alguns segredos do passado e um deles pode destruir a vida que tão cuidadosamente construiu para si. Agora Leo e Catherine precisam um do outro, mas para vencer as dificuldades e consertar as coisas eles terão que superar as turras e as diferenças, num romance intenso e sensual que só Lisa Kleypas poderia ter escrito".


Minha opinião
- "Manhã de Núpcias" é o quarto livro da excêntrica família Hathaway e tem como protagonista o Leo.

Narrado em terceira pessoa, a história se passa em Hampshire, na Inglaterra no ano de 1852. Conforme a sinopse explica Leo agora é visconde e junto com seus cunhados administra as terras da Ramsay House. Com 30 anos, ele já sofreu uma grande perda e não quer saber de casamento. Suas irmãs estão casadas e felizes. Apenas Beatrix, que está com 19 anos, ainda não tem um pretendente, mas ela tem aulas de etiqueta com Catherine Marks, sua tutora.

Acontece que existe uma cláusula envolvendo a Ramsay House, que especifica que o proprietário precisa estar casado e com um herdeiro em um curto prazo. Só que a principal preocupação de Leo é perturbar Catherine, a única mulher que ele conhece que não se importa em ser sincera e até mesmo turrona em sua presença. O que acaba despertando emoções contraditórias em Leo.


"- A senhorita não tem pensamentos impróprios?
- Dificilmente.
- Mas quando tem, como são?
Ela lançou-lhe um olhar indignado.
- Já lhe disse que nunca tive nenhum - protestou ela.
- Não, a senhorita disse "dificilmente". O que significa que um ou dois já andaram rondando por aí". (p. 32)

Leo é engraçado, inteligente e até um pouco presunçoso. É um protagonista apaixonante, mesmo com sua teimosia infinita e a necessidade de perturbar Catherine.

Catherine tem uma fachada séria e tenta passar um ar imponente, mas na verdade é uma jovem de 20 e poucos anos que sofreu demais em tão pouco tempo. Nos livros anteriores o leitor descobriu a relação entre Catherine e Harry Rutledgle, o marido de Poppy. Filhos de Nicollete Wigens, uma mulher fútil e preocupada apenas consigo mesmo, em "Manhã de Núpcias" descobrimos o motivo de tanto segredo de Catherine sobre o seu passado.


"- Vocês, os Hathaways, nunca conseguiriam entender como é ser criado no isolamento por pessoas que não lhe dão a mínima. Não há escolha senão presumir que isso é culpa sua, que não é digno de amor. E esse sentimento o envolve até se tornar uma prisão e você se vir fechando a porta para qualquer um que queira entrar". (p. 24)


É claro que o relacionamento dos protagonistas não poderia acontecer sem alguns percalços e alguns personagens são inseridos para potencializar a confusão: a condessa Ramsay e sua filha, a Srta Vanessa Darvin e o inescrupuloso lorde Guy Latimer.

Um dos pontos positivos desse livro, na verdade da série como um todo até o presente momento, é a interação dos Hathaways. Durante toda a leitura aparece uma irmã, um cunhado ou um teimoso furão (o Dodger é fofo demais) reforçando o tema principal dessa série: a família. Temos Amélia e Cam, Win e Kev, Harry e Poppy demonstrando como casamentos inesperados podem dar certo, mas também temos Beatrix deixando claro que possui uma personalidade forte e que não irá se envolver com alguém que não a compreenda. O modo como interagem entre si, defendem-se e deixam claro o quanto se amam é emocionante.

Lisa Kleypas soube dosar a sensualidade das cenas à dois com situações engraçadas e até mesmo dramáticas. A escrita concisa e ao mesmo tempo capaz de despertar sentimentos, proporciona aos fãs de romances históricos uma leitura agradável, com direito à lágrimas e suspiros.


" Decidido a debochar dela, Leo olhou para a lista.
- Marietta Newburry?
- Sim - disse Amélia - O que há de errado com ela?
- Não gosto dos dentes dela.
- E quanto a Isabella Charrington?
- Não gosto da mãe dela.
- Lady Blossom Tremaine?
- Não gosto do nome dela.
- Ah, pelo amor de Deus, Leo, ela não tem culpa de ter esse nome.
- Não importa. Não posso ter uma esposa chamada Blossom. Todas as noites eu sentiria como se estivesse chamando uma das vacas". (p. 35)
Série Os Hathaways
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Lançamento: O livro dos Vilões - Vídeo com Carina Rissi e Fábio Yabu

Oiii pessoal, tudo bem?
Que saudades de passar por aqui. Sábado como fui no lançamento de "O livro dos Vilões" não poderia deixar de compartilhar um pouquinho com vocês!



No finalzinho do Porre Literário (evento que acontece na livraria FNAC da Paulista/SP todo último sábado do mês) comandado pela jornalista Karina Andrade fez uma entrevista (perguntas delas e de leitores) com os autores Carina Rissi e Fábio Yabu e foi uma delícia, gravei um pouco para vocês, mas minha bateria acabou.

A Carina como sempre uma fofa e amável com todos e o Fábio é muito, mas muito engraçado. Eles responderam perguntas sobre vilões, 50 tons de cinza, Perdida o Filme, processo de criação e muito mais. Para assistir e se deliciar é só apertar o play! 




Aqui sou eu tietando na sessão de autógrafos!!







  

O livro está com uma carinha super fofa e eu já comecei a ler. Não pela ordem certa, comecei pelo conto Menina Veneno da Carina. Estou amando a Malvina uma vilã descontraída e... querem resenha do livro???

Para quem gosta de tags, vlogs, beleza se inscreva no Canal do Youtube do Vício de Menina AQUI! Vez ou outra posto sobre livros também! ;)

Beijos e até a próxima pessoal!
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[Resenha] Estranha Perfeição - Perfeição - Livro 01 - Abbi Glines







Sinopse - Della Sloane não é uma garota comum. Ansiando se libertar do seu passado sombrio e traumático, ela planeja uma longa viagem de carro em busca de autoconhecimento e dos prazeres da vida real. Seu plano, no entanto, logo encontra um obstáculo: o automóvel fica sem gasolina em Rosemary, na Flórida, uma cidadezinha praiana no meio do nada. Neste cenário, ela conhece o jovem Woods Kerrington, muito disposto a ajudar uma menina bonita em apuros. O que ela não sabe é que Woods é o herdeiro do country club Kerrington e está de casamento marcado com Angelina Greystone, uma união arranjada que culminará na fusão de suas empresas, garantindo o futuro profissional do rapaz. Uma noite despretensiosa parece a solução perfeita para Della e Woods fugirem por um tempo de tanta pressão. Do passado que ela gostaria de esquecer. Do futuro de que ele tantas vezes tentou escapar. Mas eles não poderiam prever que a atração os levaria a algo mais quando os seus caminhos se reencontrassem. Agora precisam aceitar suas estranhezas para descobrirem a perfeição. Se você é fã da série Sem Limites, vai adorar este delicioso romance ambientado no mesmo universo sedutor criado por Abbi Glines.

Minha opinião - Para os leitores que acompanham a história de Rush na série "Sem Limites" também publicada no Brasil pela Editora Arqueiro, o protagonista Woods Kerrington já é um conhecido. Em "Estranha Perfeição" primeiro livro de uma nova série, temos o casal Woods e Della, apresentados aos leitores através de capítulos alternados com narrações em primeira pessoa.

Della é uma jovem de 19 anos que teve uma vida realmente complicada. Conforme avançamos na leitura, percebemos o impacto que sua infância tem em sua vida. Pesadelos e crises de ansiedade são apenas a ponta do iceberg. Della chega ser inocente demais enquanto luta pela necessidade de descobrir o mundo e conhecer não apenas a si mesmo, mas a viver sem medo. Um ponto interessante na construção dessa personagem é que ela não percebe a força que ela possui. Passar por tudo o que passou e ainda ter a capacidade de ser feliz, de ver a bondade e ser amável com os outros é apenas um exemplo de quanto Della é maravilhosa.

Woods continua gerenciando o country club de Rosemary Beach, mas quer tomar as rédeas dos negócios da família. O problema é que seu pai já tem o seu destino traçado: o casamento com Angelina Greystone, filha de um amigo importante da família, permite a fusão das duas famílias e é socialmente aceitável. Woods passou uma impressão mais romantizada na série "Sem Limites", demonstrando preocupação com Blaire. Aqui, ele tem atitudes não apenas mais possessivas, mas também um pouco menos honradas. Apesar de não querer o casamento com Angelina, ele ainda aproveita as vantagens do sexo fácil com ela e demora um pouco demais para tomar algumas atitudes.

Alguns personagens secundários ganham destaque na obra, como Braden, a melhor amiga de Della e seu marido Kent Frederick. É reconfortante para o leitor observar que Della tem um porto seguro e que Braden irá defendê-la com unhas e dentes sempre que necessário. O garçom favorito de toda Rosemary Beach também está de volta. Jimmy aparece nesse livro, trazendo seu bom humor e suas tiradas engraçadas. Outra personagem que já é conhecida do leitor é a Bethy e o seu namorado, Jace.

"Sorri ao ouvir o tom protetor da sua voz. Della tinha uma defensora e eu amei aquela mulher desconhecida apenas por querer mantê-la segura". (p. 196)


Um novo personagem ganha destaque no livro e deixa no ar a possibilidade de ter a sua história explorada no futuro. Tripp é primo de Jace, e acaba sendo o elo entre Della e Rosemary Beach inicialmente. É um personagem misterioso, do tipo que detesta amarras. Um espírito livre.

A escrita de Abbi Glines como sempre é viciante, tornando impossível largar o livro antes de chegar ao final. Os diálogos são verossímeis, as cenas dos dois são absurdamente hots e os personagens são carismáticos. O enredo em si têm alguns elementos previsíveis, mas nem isso consegue levantar pontos negativos no livro.

Em relação à revisão, diagramação e layout a editora realizou um ótimo trabalho. Foram encontrados pouquíssimos erros, como por exemplo na página 142, mas coisinhas bobas que não interferiram na leitura. A capa tem dois modelos lindos que ressaltam o ar romântico da trama.


"- Você não vai nem deixar eu me explicar?
Olhei para ele de novo.
- O anel no dedo dela é a única explicação de que eu preciso". (p. 68)
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Domingo Premiado #136

Olá leitores!
Hoje tem domingo premiado \o/
Infelizmente (ou felizmente para vocês) a ganhadora não apareceu, sendo assim, realizamos um novo sorteio de Ivvi também.

Sorteio do livro Ivvi autografado

a Rafflecopter giveaway

Sorteio de dois livros da Editora Arqueiro


O(s) ganhador(es) devem entrar em contato pelo e-mail (thais@viajenaleitura.com.br) em no máximo 3 (três) dias. O que não entrar em contato nesse período terá sua participação cancelada e o resultado invalidado. 
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[Viaje na Entrevista] - Leila Krüger

 


Olá viajantes!
Vocês já conhecem o livro "Reencontro"? A Carol já postou resenha dele (aqui) e a Andressa também (aqui), além de Reencontro, ela escreveu outro livro e tem mais um a caminho...

Vamos conhecê-la?

1. Quando foi que você decidiu dedicar-se à escrita?

Em primeiro lugar, quero agradecer a oportunidade desta entrevista, por um portal tão conceituado. Bom, na verdade eu nunca decidi ser escritora, não houve um momento “eu vou ser escritora!”. O que havia era uma história na minha cabeça por anos, a história de Ana Luiza, a história do livro Reencontro. Embora com 13 anos eu tenha escrito meu primeiro livro, sem intenção de publicar, que ficou perdido em uma gaveta para sempre. Era um romance histórico, na época do Getulismo que eu aprendia na escola. Minha carreira de escritora começou no fim de 2011 com o lançamento do romance Reencontro, e depois lancei mais um livro de poemas, A Queda da Bastilha, fora antologias, e em agosto vem meu primeiro de crônicas, CORAÇÃO EM CHAMAS, dez histórias conturbadas de amor, polêmicas, para nos fazerem refletir sobre o coração humano e a loucura do amor. 


2. Como surgiu Reencontro?

 A história é baseada em alguém ou algum fato conhecido? Foi uma história “ruminada” por anos, comecei várias vezes a escrever e parei. Nunca era a “hora certa”. Até que um dia foi. Reencontro tem várias coisas de mim, da minha vida, mas não é uma autobiografia. É uma reunião de coisas sentidas, vividas, vistas e imaginadas. Uma história que eu espero que inspire cada pessoa que a ler. Não é uma história de amor entre duas pessoas perfeitas, é uma história de amor entre duas imperfeições que aprendem a se amar perfeitamente. E também o livro fala sobre amizade, família, perdas, dependência química, religião, fé, sonhos, temas cruciais da vida. Eu quis ir até o fundo da vida em Reencontro, e assim, crua e no entanto bela, apresentá-la ao leitor. 

3. Os personagens de Reencontro são extremamente emocionais. Como foi o processo de criação deles?

 Foi algo muito natural, sempre. É engraçado, mas os personagens geralmente aparecem quase prontos na minha cabeça, ou no meu coração. Claro que foi um processo, mas sempre espontâneo, visceral, algo de alma. Eu quis expor, com a minha alma, as almas dos personagens, pois acredito que é na alma de cada um de nós que reside nossa história e o que realmente somos. Me inspiraram músicas, filmes, livros... Tanto que o livro Reencontro tem uma verdadeira trilha sonora e literária, cito no decorrer da história muitas músicas, cantores, escritores, poemas... Tudo me inspira, tudo pode inspirar o artista quando ele está sensível a absorver o mundo em que vive, o interior e o exterior.

 4. Existe algum personagem em Reencontro que pode ser considerado o seu queridinho? 

Ah, eu sei que as pessoas geralmente amam o Rafa, e ele é um amor mesmo, inclusive eu quis mostrar um “herói” imperfeito, que quis desistir, que já se perdeu no passado, já que de heróis perfeitos estamos fartos na ficção e escassos na vida real. Mas minha personagem preferida é a Ana Luiza, porque ela une bem e mal, o que é realmente a essência de um ser humano, e ela mostra que é possível mudar, começar de novo, ela tem uma história linda de superação. Ela pode ser mal-humorada, irônica, até cruel às vezes, dissimulada, mas o livro mostra que às vezes são apenas muros que foram construídos ao redor do nosso coração, e que podem ser derrubados. Essa lição é importante no livro: você pode se reencontrar com você mesmo e com o amor. Às vezes você passa por tantas coisas ruins exatamente para que possa reencontrar o que, talvez, tenha perdido na infância ou em alguma curva de uma estrada inóspita da vida. Eu gosto bastante também da Nana, mas ela tem uma característica que se vê muito por aí: é extrovertida, divertida, desencanada, porém não consegue se abrir para si mesma e para os outros sobre seus sentimentos e sofrimentos mais íntimos. Isso pode matar aos poucos. As coisas nem sempre são o que aparentam. Mas a Nana é uma pessoa que ilumina a vida, como tantas por aí, e uma amiga nota dez, como poucas na nossa vida. 

5. “A Queda da Bastilha” é um livro de poemas. Como você encara a receptividade dos leitores?

 Só tive críticas positivas, tanto de leitores como de críticos literários. Nunca havia pensado em publicar um livro de poemas, sob a sugestão do amigo e escritor Majela Colares reuni alguns escritos – que, imagine, eram poemas! – e criei mais alguns, sob demanda, mas com naturalidade, é claro, e eis A Queda da Bastilha. O título é metafórico. O livro é quase como um diário, uma autobiografia, representa a travessia de uma fase na minha vida. Nada de palavras rebuscadas e termos vagos, é uma exposição de alma com elementos do cotidiano. Algo simples. Porque natural. Eu só imagino que se possa escrever algo interessante e marcante se for natural, de dentro pra fora. Uma pérola que sai da ostra do escritor. Bom, sei que não é costume se ler muita poesia no Brasil em forma de livros, mas acredito que é um campo a ser explorado o da poesia, no Brasil especialmente. A poesia tem uma má fama às vezes, de ser muito imprecisa e complicada, ou surreal, mas não é bem assim. Acho que a poesia é a literatura que vem da parte mais profunda da alma. E é bom conhecer esses recônditos humanos, não?

 6. Qual foi a sua inspiração ao escrever “A Queda da Bastilha”? 

Meu coração e da minha alma, apenas isso. Acho que eu não sei escrever nada que não venha do meu coração e da minha alma. Minha poesia é contemporânea, cotidiana, simples, diz o que sente vontade de dizer sem muitos formalismos nem métricas, é uma poesia cujo único objetivo é expressar a vida e os pensamentos. 

7. Quais são seus livros favoritos? E por quê?

 Nossa, muitos... Mas alguns dos livros que mais me marcaram: A Cabana, que nos ensina a perdoar, enfrentando olho no olho o monstro do passado e da mágoa; As Sandálias do Pescador; Ana Terra e a coleção O Tempo e o Vento – que são citados no livro Reencontro; O Retrato de Dorian Gray; A Grande Peça, do meu amigo Tadeu Rodrigues; Dom Casmurro; Ciranda de Pedra. Etc. etc. e etc. Tenho tanta coisa pra ler e só uma vida, que lástima! 

8. Você teria algum conselho para aqueles que têm interesse em ingressar no mercado literário? 

Olha, no Brasil a coisa complica um pouco pro autor nacional, com a concorrência exterior, o que não necessariamente é negativo, mas faz com que seja mais difícil um autor nacional se destacar, e a falta de apoio de editoras e do governo. Eu diria para, em primeiro lugar, buscar um estilo e uma linha literária próprios, inspirar-se sim, copiar, não. Você precisa ser singular em tudo o que faz. É bom sempre divulgar na Internet, em eventos etc. Ter um agente literário, quem puder, é ótimo. E persistir, persistir, persistir. Também é bom ler sempre, estar atualizado com o mercado literário, e principalmente gostar muito de escrever.

 9. O que você acha do mercado para os autores nacionais?

 É o que eu falei acima, não muito animador, mas crescente, creio que cada vez mais o autor nacional vá ser valorizado. Temos muita dificuldade de projetar o autor nacional no gênero romance, é notável. No entanto, temos cronistas brasileiros best-sellers, assim como autores de livros de autoajuda. Temos até romancistas best-sellers, no entanto. Vejo um novo amanhecer para o mercado nacional, com maior mobilização dos autores. Eventos estão sendo criados, mas as editoras e o governo deveriam apoiar mais. Temos bons escritores aqui, e temos fora também, eles podem conviver no coração dos leitores.

 10. Você tem algum projeto em andamento? Poderia falar um pouquinho sobre ele? 

Ah, claro! Sempre tenho. Ando escrevendo um novo romance, dessa vez histórico. Fim de agosto devo lançar meu primeiro livro de crônicas, CORAÇÃO EM CHAMAS, dez histórias conturbadas e polêmicas de amor: um padre, uma garota de programa, um homossexual, um poeta, uma atriz famosa e até um amigo do grande poeta Álvares de Azevedo, do século XIX. Vai ter em e-book também. É um livro que mostra as diferentes faces e loucuras do amor em diferentes pessoas com diferentes vidas. Esse ser estranho e indispensável à alma, o amor! Uma frase marcante do livro é:
 “Todos os que amam deviam ser perdoados”.
 Ah, esse amor que nos condena e nos liberta ao mesmo tempo! Tão contrário a si é mesmo o amor, como diz naquela música da Legião Urbana. É só o amor que nos mostra o que é verdade.



Nós do Viaje na Leitura, ficamos honrados com a sua presença por aqui! Obrigada!

Se você quiser saber mais sobre o livro, acesse as redes da autora:




Até mais!

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Sorteio Harlequin Special - Edições 81, 82 e 83


Olá leitores!
Mais uma promoção com a Editora Harlequin Books! O prêmio para um vencedor: 3 edições especiais de Harlequin Special Ed. 81, 82 e 83!


Para participar é fácil, você só precisa:

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Atenção:

  • O concurso é recreativo, não estando vinculado a marcas, compras e vendas de serviços.
  • O sorteio será válido até 10/08/2014.
  • O resultado será divulgado no blog e nas redes sociais na semana seguinte ao término do sorteio.
  • O contato será feito via e-mail.
  • Se o sorteado não tiver seguido todas as regras ou o vencedor não entrar em contato dentro de três dias após o contato, um novo sorteio será realizado.
  • As despesas de envio são por conta e responsabilidade do blog, que tem o prazo de 30 dias para enviá-los após o resultado do sorteio.
  • Regras sujeitas a alterações sem aviso prévio.
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[Resenha] As Sombras de Longbourn - Jo Baker



Sinopse
Admiradora de Jane Austen, a romancista Jo Baker perguntava-se quem seriam aquelas presenças pontuais e quase inumanas que serviam à mesa ou entregavam um recado para os personagens de Orgulho e preconceito, um dos romances mais recontados em versões literárias desde a sua publicação, há duzentos anos. Por trás de cada descrição da toalete das irmãs Bennet havia certamente o trabalho de uma criada, e cada refeição servida implicava uma cozinheira, um mordomo para servi-la. Qual seria a história não contada desses personagens? “As Sombras de Longbourn” é o romance dessas figuras invisíveis. Sob o comando da governanta e cozinheira sra. Hill, trabalham Sarah e Polly, duas jovens trazidas de um orfanato quando ainda eram crianças para trabalhar na casa. O mordomo idoso, sr. Hill, serve à mesa e divide a administração da casa com a sra. Hill. Os quatro formam um pequeno exército de empregados que labuta dezoito horas por dia para que a família Bennet goze do máximo conforto possível. A chegada de James Smith, um jovem lacaio recém-contratado, irá movimentar o andar de baixo da casa, revelando antigas tensões entre empregados e patrões.

Esse livro é bem interessante, mas queria não ter lido. Descobrir acontecimentos escondidos nas "sombras" dos personagens de "Orgulho e Preconceito" fez com que os personagens encantadores de Jane Austen perdesse seus encantos, literalmente.

Narrado em terceira pessoa, conheceremos a história de personagens que alicerçaram a obra de Austen, porém que ficaram na incógnita. Essa reconstrução da autora Jo Baker, é espirituosa e sincera, mas a verdade nua e crua termina por desencantar as cenas vivenciadas no original "Orgulho e Preconceito".

Através da narrativa de Jo Baker, observamos e vivenciamos juntamente às "sombras" que protagonizaram ao lado de Elizabeth e Sr. Darcy, que agora ganharam voz e vida na escrita fluente e determinada desta autora, momentos bons e ruins, sensações diferentes e extasiantes.

Não quero dizer quando digo "que era melhor não ter lido" que esse livro é ruim, pelo contrário, o livro é muito bom, mas a autora descreve emoções, o trabalho pesado e histórias tão tristes atrás das moças que nos encantaram na obra de Austen, então ler esse livro, é como ler os bastidores do nosso filme favorito.

"Ela se sentiu abrandar, distender-se como uma gata se deleitando, lânguida, diante do fogo. E só existia o agora, só aquele momento, em que ela vacilava junto ao precipício entre o mundo que ela sempre conhecera e o mundo além, e se ela não agisse agora, jamais conheceria o outro lado." 

A história se passa em sua maior parte, nos estábulos, na cozinha e nas "sombras de Longbourn". Nos escuros e nos bastidores da família Bennet. Conheceremos Sarah e sua linda história de perseverança, dedicação e de amor. Vivenciaremos suas dores e contratempos, descobriremos segredos audaciosos!

Em suma, a leitura é concisa e fluente. Os personagens são interessantes e tomam nossa atenção, apesar do livro "desencantar" Orgulho e Preconceito ele traz uma história digna de um livro, mesmo na sombra encontramos um romance arrebatador.

Em uma linguagem rica e detalhista, Jo Baker desmistifica Orgulho e Preconceito, traz a versão nua e crua do mesmo, reler a escrita realista e irônica de Austen nunca será da mesma forma após essa versão inteligente e criativa.

A diagramação é boa, mas não gostei dos diálogos entre aspas, prefiro com travessões.

Você quer ler o livro? Ótimo! Mas, nunca verá Orgulho e Preconceito como vira outrora...
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